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Instrumentos da Arte

sábado, 5 de junho de 2010

Por Luis Alberto Alonso

Podemos fazer teatro através das Artes Plásticas? ou Podemos fazer Artes Plásticas com os instrumentos do teatro? O que me diferencia de um artista plástico se eu sou capaz de construir no palco uma tela, uma instalação, uma escultura, uma gravura? Talvez me diferenciem os instrumentos ou o percurso que eu traço para chegar ao meu resultado? ou as formas que denominam, de maneira pre-estabelecida,  cada uma das artes? Várias são as perguntas assim como múltiplas as respostas. Mas o que sim fica claro para nós é que “As artes se parecem em seus princípios (…)” falava Decroux; só que não concordo com o mestre francês quando culmina a frase dizendo “(…) não em suas obras”. Podemos perceber através de um olhar despossuído de nomenclaturas que lhe foram cedidas às artes para seu frutífero estudo que todas as artes parecem, sim, na nossa contemporaneidade, umas com as outras, nos seus princípios e nas suas obras. Bastaria esse olhar se deixar levar mais pelos sentidos, do que pelas formas e pelas técnicas.

Da Vinci – Work in Progress

terça-feira, 11 de maio de 2010

Por Luis Alberto Alonso.

Da Vinci Wok  in Progress foi uma Demonstração de Trabalho que se converteu numa intervenção performática criada pelo grupo Oco teatro Laboratorio, a qual parte da pesquisa da obra de arte de Leonardo Da Vinci, que junto a outras fontes inteletuais e de vivencias foram tecendo partituras com a técnica de silêncio orgânico. Cada ator selecionou uma tela de Da Vinci e a partir da sua seleção criou uma fábula –considerando o termo aristotélico- com principio, meio e fim, uma históia bem contada. Sobre essa historia foi feito um analise que levou finalmente a varias montagens onde cada ator era responável por cada uma delas. Desse trabalho surgiu a necessidade de costurar as partituras e operar em uma peformance de intervenção e de palco.

Work in Progress é a junção das experiências e universos de oito atores num processo de trabalho. É urgar no interior do Ator-Poeta, tirando dele suas essencias e conflitos e aquilo que ele tem vontade de expressar. Un ator pensa em Jesus Cristo quando outro sonha em ter asas para voar. Uma atriz se aferra à ilusão de um amor eterno, entanto outra clama, desde sua fenda crítica, mais justiça na sociedade que lhe tocou viver. Seres estranhos de negro e prata passeiam pelas ruas com guardachuvas gigantes, na procura de um não sabemos o que da vida, um quadro surreal no meio de um universo tecnócrata onde o ser humano tem-se coisificado.

Nossa Dramaturgia

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Por Luis Alberto Alonso.

Texto é Tecido, e não é o texto escrito quem nos deve guiar na construção de um espetáculo e sim o texto que nasce da conjunção, elaboração e costura das relações que se denominam ações entre um ator e outro, o ator com seu corpo, o ator com a música, o ator com a iluminação, com os objetos, com o palco, com o público, com o verbo.  O ator deve criar a sua dança pessoal, pois as velhas fábulas explodirão. Precisamos criar uma nova estrutura para nos reinventar uma nova fábula no teatro.